Olá,
Me animei e resolvi comprar um domínio para colocar o blog! A partir de agora o endereço é: http://www.rodrigocarvalho.blog.br.
Abraço!
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Esta é a segunda e última parte do artigo. Então, primeiro leia a primeira parte.
No fim da primeira parte, eu disse que o software livre resolve o problema do não compartilhamento de conhecimento que acontece com diversos softwares, mas vamos entender isto melhor.
O que é Software Livre?
Na definição da Free Software Foundation (Fundação Software Livre), um software é livre quando garante 4 liberdades:
Todo o software (livre ou não) possui uma licença de uso – um software é livre quando sua licença de uso garante todas essas liberdades. E mais, um software livre não necessariamente foi criado desta forma. Existem diversos softwares que nasceram proprietários e tiveram sua licença alterada – é uma questão de escolha de seus donos. Veja alguns exemplos:
História resumida do software livre
Podemos ver que num software livre (com as 4 liberdades garantidas), seu conhecimento não ficará restrito a um grupo pequeno de pessoas e poderá ser compartilhado com qualquer pessoa! Poderá ser melhorado ao gosto de cada um, como a receita de bolo compartilhada entre amigos. No entanto, se aplicarmos a regra do software proprietário às receitas de bolo, seria inaceitável um comportamento como pedir uma receita – você poderia ser preso por isso! Parece um absurdo completo, mas várias formas de conhecimento são tratadas desta forma. Alguns exemplos são: música, livros, filmes e software. Existem os direitos de cópia (copyright) e os direitos autorais, mas isso é assunto para outro artigo (teremos uma palestra sobre este assunto no GNUGRAF também).
Desta forma você pode pensar: “além das coisas cotidianas (como receitas de bolo) e do software livre, existe alguma forma de conhecimento nos dias de hoje que não seja restritivo?”A resposta é sim! A pesquisa científica vêm trabalhando há séculos com um modelo baseado em livre exposição de pensamentos, onde os autores são reconhecidos por mérito. Onde o trabalho de um acaba, começa o de outro e, assim, a humanidade foi evoluindo. Como disse Isaac Newton no século XVII:
Se vi mais longe foi por estar sobre ombros de gigantes.
Com tudo isso mostrado, podemos chegar à nossa segunda conclusão: Se software é conhecimento, …
“Software livre é conhecimento livre!”
Vantagens do software livre
Podemos entender os impactos positivos da produção e uso de software livre em quatro perspectivas: social, técnica, política e estratégica.
Do ponto de vista social (algumas vezes chamado de “filosófico” ou “ideológico”):
Do ponto de vista técnico:
Do ponto de vista político:
Do ponto de vista estratégico (empresas e governos):
Espero que tenham gostado e aguardo os comentários! Além disso, se morar no Rio de Janeiro, não deixe de ir ao GNUGRAF. É de graça e teremos diversas palestras e mini-cursos como profissionais de qualidade das áreas multimídia. Bem, eu vou ajudar no evento, mas não vou perder as atividades relacionadas à produção musical
. Grande abraço!
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Antes de mais nada, devo dizer que este artigo é uma preparação para a apresentação que irei fazer no II GNUGRAF e é baseado na excelente palestra do professor Eurico Zimbres, da faculdade de Geologia da UERJ, grande ativista do software livre no Rio de Janeiro. Então segue o artigo e espero seus comentários a respeito, para que a palestra fique mais rica.
O que é software?
Quando alguém fala em software, qual a primeira coisa que lhe vem a mente? A grande maioria das pessoas pensará em algo útil para executar uma tarefa no computador. Desenvolvedores de software, poderão pensar também em como ele foi feito – no seu código-fonte. Vejamos então a definição provida pela Wikipédia:
Software ou logiciário é uma sequência de instruções a serem seguidas e/ou executadas, na manipulação, redirecionamento ou modificação de um dado/informação ou acontecimento.
Resumindo de uma forma bem simples, software é como se fosse uma “receita de bolo” escrito de forma que o computador entenda. Assim, o resultado final (o “algo útil” citado anteriormente) seria exatamente o “bolo” feito pelo computador. Veja um exemplo de programa escrito na linguagem C:
#include <stdio.h>
int main(void)
{
int count;
for(count=1;count<=500;count++)
printf("Conhecimento tem que ser livre!");
return 0;
}
Para você que não entende a linguagem, este programa escreve na tela do computador 500 vezes a frase “Conhecimento tem que ser livre!”. Melhor dizendo, este programa é uma “receita” que, ao ser lida pelo computador, diz a ele como escrever a frase 500 vezes. Obviamente, esta não é a única forma de se fazer isso! Você pode escrever em outra linguagem que o programador tenha mais fluência ou adicionar mais tempero (escrever o texto colorido) ou ainda gastando mais ingredientes (gastando mais memória para fazer a mesma coisa).
Agora vamos fazer uma pequena brincadeira – leia o seguinte texto, escrito em Alemão:
Meiner lieber Seele, der vergangen is
So frueh aus dieses Leben, unzufrieden,
Ruehe in den Himmel ewig
Und lebe Ich hier auf dieser Erde immer traurig
Se você é fluente em Alemão tanto quanto é na linguagem C, então a dúvida foi a mesma
. Mas, se traduzirmos o texto para o português:
Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida descontente,
Repousa lá no Céu eternamente,
E viva eu cá na terra sempre triste.
Luís de Camões
Assim como a literatura, software e receitas de bolo são expressões de conhecimento. Uma receita de bolo foi feita com o conhecimento gerado de uma pessoa entendida sobre fabricação de bolos. Por isso, quando você vai à casa de um amigo e come um delicioso bolo feito por ele, você prontamente já pede a receita, afinal, com ela em mãos, você poderá fazê-lo e adaptá-lo ao seu gosto, deixando-o ainda melhor. Para o software é a mesma coisa! Desta forma, chegamos à nossa primeira conclusão:
“Software é conhecimento!”
Nosso programa exemplo foi bastante simples, mas imagine a quantidade de conhecimento que existe num software como o GIMP, o Inkscape, o Ardour e tantos outros! O problema é que, infelizmente, o código-fonte de vários softwares não está disponível, restringindo todo o conhecimento a um pequeno grupo de pessoas. Para resolver esta situação que foi criado o software livre, mas isso será o assunto da segunda parte do artigo. Não deixe de ler!
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Nos próximos dias 22 e 23 de agosto acontecerá no Rio de Janeiro a segunda edição do evento GNUGRAF. Este é um evento focado em profissionais e entusiastas das áreas de multimídia (como produção de áudio, produção de vídeo, edição de imagens, edição gráfica e animação 2D e 3D), onde serão apresentadas as opções baseadas em software livre. Na edição deste ano contará com algumas novidades, como os 12 minicursos que acontecerão simultaneamente com as 16 palestras e um espaço aberto com um projetor onde o próprio público pode fazer palestras que não estão no cronograma oficial.
Para maiores informações acesse o site http://www.gnugraf.org/ e não perca esta oportunidade de aprender a usar ferramentas de qualidade, gratuitas e livres, além de poder conhecer mais sobre software livre (palestra que eu apresentarei)!
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Qual sistema de controle de versão você usa? Subversion? Git? Você deveria usar o Clearcase – você terá muito mais tempo livre! Se você conhece a “velocíssima” ferramenta da IBM, deve estar se perguntando: “WTF?!”
Imagine-se desenvolvendo um software com o Clearcase. A cada operação, você tem que esperar por volta de 4 segundos para que ela termine. Como você deve desbloquear cada arquivo que irá modificar, você (esperto) já vai fazer de cara o desbloqueio (“checkout”) para vários arquivo de uma vez! Com o tempo desta operação, você já pode abrir o Firefox e ler algumas notícias.
Mas não é só isso! Além da sua “incrível” agilidade, seu down-time (tempo que fica fora do ar) é muito alto, por mais que a equipe de administração da ferramenta seja compentente. Desta forma, você pode criar uma conta no WordPress e praticar um pouco a escrita. Este artigo, por exemplo, foi escrito e revisado durante o tempo livre que ganhei com a ferramenta
Desta forma, quando for escolher sua ferramenta de versionamento de código, escolha o Clearcase ao invés das ferramentas open source que funcionam bem e são ágeis (além de serem mais baratas). Nenhuma outra usa o paradigma Slow Down (algo como “diminua a velocidade”), o que faz muito bem para a saúde. Além disso, sua cultura geral e português irão melhorar bastante, te preparando para o próximo concurso público
Arquivado em: Engraçado | Etiquetado: clearcase, sarcasmo | 13 Comentários »
Ontem vi o impressionante vídeo de apresentação do novo produto da Google: Google Wave. Pensando sobre a forma como a Google quer (ou pelo menos diz que vai) desenvolver o produto, como um software livre (open source) e baseado em padrões abertos, comecei a imaginar como seria se outros gigantes de tecnologia trabalhariam se tivessem inventado o mesmo produto.
Google Wave (o caso real)
![]()
“Apple iWave”
“Microsoft Wave”
Para começo de conversa não acho que a Microsoft é inovadora o suficiente para criar algo do tipo (visto que , mas vamos abstrair isso.
E então? Qual sua opinião sobre os casos acima? Você imagina outro cenário? Comente!
Arquivado em: Tecnologia | Etiquetado: apple, google, microsoft, wave | 5 Comentários »
Ultimamente tenho usado em meu trabalho um programinha muito interessante para medir gestão de tarefas: o Task Coach. Ele é livre, feito em Python (ou seja, multi-plataforma), bastante completo e simples de usar. Aí alguém vai perguntar: “mas qual é a diferença dele para o ótimo site Remember The Milk?” Remember The Milk é imbatível para tarefas que tem um prazo para serem concluídos, até por ser web, e estar disponível em qualquer lugar, e suas excelentes opções de notificação. Isso é algo que o Task Coach também faz, mas seu principal atrativo (na minha opinião) é contador de esforço.
O contador de esforço é algo especialmente importante no trabalho, pois nos permite ver quanto tempo estamos nos dedicando a cada tarefa. E seu funcionamento é muito simples:
Para ficar ainda melhor, vá em “Edit” -> “Preferences”:
Utilize como um software de produtividade pessoal ao invés de pensar nela como “a arma que seu gerente precisava”. Ainda estou me acostumando a contabilizar corretamente todas as minhas atividades, mas a praticidade da ferramenta ajuda muito!
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O SLRJ, grupo do Software Livre do Rio de Janeiro, marcará presença na edição 2008 do Free Software Rio, que acontecerá nos dias 08 e 09 de Dezembro, no Centro de Convenções Bolsa do Rio, Praça XV de Novembro, 20 – Centro.
Como não poderia deixar de acontecer, estaremos ministrando mini-cursos no local. A taxa de inscrição é de R$ 40,00 e será feita no dia do evento. O grupo disponibilizará ingressos gratuitos do evento para os inscritos nos mini-cursos. É uma grande oportunidade para que o público tenha contato com as mais variadas vertentes do Software Livre. Contamos com a sua presença!
| Hora | Dia 8 | Dia 9 |
| 9h às 13h | Introdução ao Python - Luiz Guilherme Aldabalde |
Inkscape - Carlos Eduardo (Cadunico) |
| 14h às 18h | Shell Script - Júlio C. Neves |
Autoria de Aplicações Multimídia para TV Digital Brasileiro - Rafael Carvalho |
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Há algum tempo venho procurando um bom cliente BitTorrent para usar no Ubuntu. Utilizava o Azureus, que tinha bastante recursos e diversos plugins, mas ele é excessivamente complexo de configurar e muito pesado. Com o Ubuntu Hardy Heron, o Transmission foi trazido como o padrão, mas ele não vinha com opções de criptografia, necessárias na luta contra o “traffic shaping” da NET. Foi então, que nas “naveganças” pela Internet que encontrei o Deluge sendo bastante elogiado. Então resolvi testá-lo.
Seguindo bastante a linha dos programas GTK, o Deluge tem a interface bastante “clean”, que torna o aprendizado fácil e uso agradável. Sua organização é tão boa que sem abrir nenhuma janela, apenas mudando de abas na parte inferior da tela, conseguimos ter todas as informações do download. Além disso, ele tem diversos plugins a disposição. Quem usa Linux com interface Gnome (como o Ubuntu), aconselho o teste.
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Não sei se acontece em outras cidades além do Rio de Janeiro, mas já repararam que sempre, antes de um aumento no valor dos ônibus, há um aumento da frota? Pois é, venho reparando há alguns anos este fato e parece que vai haver um novo aumento nos próximos meses.
Desde segunda-feira (22/09/2008), parece que todas as linhas tiveram sua frota quase que dobrada! É fácil encontrar na rua seguidos veículos da mesma linha juntos, mesmo vazios. Até linhas famosas por suas condições sub-humanas de lotação (como 457) têm andado com uma quantidade de passageiros bem diferente do que se costuma ver.
Minha interpretação desta situação é que, com o aumento da frota, as empresas começam a ter prejuízos. No entanto, elas alegam que a razão para este prejuízo é o valor da passagem estar baixo demais!
Não me interpretem mal, pois acho que vale a pena pagar alguns centavos a mais para pelo menos andar com um mínimo de conforto no transporte público (acredito que somente isso poderia melhorar o trânsito da cidade). O problema é que, após o aumento, a frota volta a circular na sua quantidade regular, ou seja, voltam os ônibus lotados que demoram muito a passar.
Já enviei o texto acima para a imprensa, mas acredito que, como tudo no Brasil, isto não dará em nada…
Abraço!
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